SEMENTES DE PENNISETUM HYBRIDUM REVISÃO

Fausto Souza Sobrinho1, Francisco José da Silva Lédo1, Antônio Vander Pereira11Jackson Silva e Oliveira1, Valdinei Tadeu Paulino2, Márcia Atauri Cardelli Lucena2, Suleize Rocha Terra3, Vanessa Cristina Duarte Oliveira4 Herbert Vilela5 1 - CNPGL- EMBRAPA, 2 - IZ - APTA – NOVA ODESSA, 3 - ESTUDANTE - PUC,CAMPINAS-SP. 4 - ESTUDANTE - UNIMEP, PIRACICABA-SP 5 - CONSULTOR MATSUDA

I - Introdução

As panículas apresentam formato cilíndrico, com 13 a 30 cm de comprimento, densamente florida por espiguetas isoladas ou em grupos e as flores podem ser masculinas ou bissexuais. O intervalo entre o aparecimento dos estigmas e das anteras varia de sete a nove dias, o que dificulta a autofecundação e facilita a realização de cruzamentos controlados. As sementes ou cariopses são muito pequenas e, após o amadurecimento, desprendem-se com facilidade da panícula (Bogdan, 1977; Alcântara & Bufarah, 1988). A época de florescimento pode variar de acordo com as condições ambientais e com a cultivar. Na região sudeste, o florescimento normalmente ocorre entre março a julho, e, assim, de acordo com Xavier et al. (1993), as cultivares podem ser classificadas, quanto à época de florescimento, em precoces (março e abril), intermediárias (abril e maio) e tardias (junho e julho). O capim-elefante é propagado vegetativamente, por meio de estacas, apesar de produzir sementes viáveis. Esse tipo de propagação é muito útil ao melhoramento de plantas, por permitir a perpetuação de genótipos superiores após sua identificação. Contudo, inviabiliza a expansão da área cultivada pela dificuldade de obtenção e armazenamento das mudas e pelo maior custo de transporte e implantação (Pereira et al., 2003). Dessa forma, o emprego de sementes em escala poderá contribuir não só para redução no custo de implantação, como para facilitar o manejo e permitir a substituição mais freqüente das áreas com forrageiras depauperadas. A não utilização das sementes de capim-elefante se deve, principalmente, a experiências mal sucedidas por ocasião da introdução da espécie no Brasil. Pelo fato das cultivares serem clones, as sementes colhidas nas plantas são produtos de autofecundações. Por isso, as capineiras formadas apresentaram menor vigor e menor persistência, decorrentes da depressão por endogamia (Pereira et al., 2001). Entre as características que restringem o emprego de sementes estão a presença de aristas, dificultando o manuseio e a individualização das sementes, e a irregularidade temporal da maturação, desfavorecendo a produção comercial de sementes (Humphreys & Riveros, 1986). Essas características são freqüentes em espécies não totalmente domesticadas, como é o caso do capim-elefante. A qualidade das sementes depende da colheita, recomenda-se que seja colhida preferencialmente logo após atingirem a maturação fisiológica. Há poucas informações sobre a produção e viabilidade de sementes do capim Paraíso durante o armazenamento, sabe-se que seu florescimento ocorre no Estado de São Paulo, a partir de março (VILELA et al., 2004). O armazenamento é uma das maiores limitações à manutenção da qualidade fisiológica das sementes, a conservação da viabilidade e do vigor das sementes depende das condições de armazenamento. A literatura relata que dentre as gramíneas forrageiras tropicais, há um comportamento variável em relação ao potencial de germinação e a época de colheita de sementes. Algumas forrageiras tais como braquiária necessitam de um período de armazenamento de 4 a 11 meses para superar a dormência, enquanto que o armazenamento de Panicum maximum em condições ambientais reduz a viabilidade das sementes. As panículas apresentam formato cilíndrico, com 13 a 30 cm de comprimento, densamente florida por espiguetas isoladas ou em grupos e as flores podem ser masculinas ou bissexuais. O intervalo entre o aparecimento dos estigmas e das anteras varia de sete a nove dias, o que dificulta a autofecundação e facilita a realização de cruzamentos controlados. As sementes ou cariopses são muito pequenas e, após o amadurecimento, desprendem-se com facilidade da panícula (Bogdan, 1977; Alcântara & Bufarah, 1988). A época de florescimento pode variar de acordo com as condições ambientais e com a cultivar. Na região sudeste, o florescimento normalmente ocorre entre março a julho, e, assim, de acordo com Xavier et al. (1993), as cultivares podem ser classificadas, quanto à época de florescimento, em precoces (março e abril), intermediárias (abril e maio) e tardias (junho e julho). O capim-elefante é propagado vegetativamente, por meio de estacas, apesar de produzir sementes viáveis. Esse tipo de propagação é muito útil ao melhoramento de plantas, por permitir a perpetuação de genótipos superiores após sua identificação. Contudo, inviabiliza a expansão da área cultivada pela dificuldade de obtenção e armazenamento das mudas e pelo maior custo de transporte e implantação (Pereira et al., 2003). Dessa forma, o emprego de sementes em escala poderá contribuir não só para redução no custo de implantação, como para facilitar o manejo e permitir a substituição mais freqüente das áreas com forrageiras depauperadas. A não utilização das sementes de capim-elefante se deve, principalmente, a experiências mal sucedidas por ocasião da introdução da espécie no Brasil. Pelo fato das cultivares serem clones, as sementes colhidas nas plantas são produtos de autofecundações. Por isso, as capineiras formadas apresentaram menor vigor e menor persistência, decorrentes da depressão por endogamia (Pereira et al., 2001). Entre as características que restringem o emprego de sementes estão a presença de aristas, dificultando o manuseio e a individualização das sementes, e a irregularidade temporal da maturação, desfavorecendo a produção comercial de sementes (Humphreys & Riveros, 1986). Essas características são freqüentes em espécies não totalmente domesticadas, como é o caso do capim-elefante. A qualidade das sementes depende da colheita, recomenda-se que seja colhida preferencialmente logo após atingirem a maturação fisiológica. Há poucas informações sobre a produção e viabilidade de sementes do capim Paraíso durante o armazenamento, sabe-se que seu florescimento ocorre no Estado de São Paulo, a partir de março (VILELA et al., 2004). O armazenamento é uma das maiores limitações à manutenção da qualidade fisiológica das sementes, a conservação da viabilidade e do vigor das sementes depende das condições de armazenamento. A literatura relata que dentre as gramíneas forrageiras tropicais, há um comportamento variável em relação ao potencial de germinação e a época de colheita de sementes. Algumas forrageiras tais como braquiária necessitam de um período de armazenamento de 4 a 11 meses para superar a dormência, enquanto que o armazenamento de Panicum maximum em condições ambientais reduz a viabilidade das sementes.

II - HÍBRIDOS

Os híbridos interespecíficos (triplóides e hexaplóides), obtidos pela combinação genética entre o milheto (Pennisetum glaucum) e o capim-elefante, têm-se revelado como uma boa alternativa para a obtenção de cultivares superiores que se propagam por meio de sementes. Além de melhor qualidade forrageira, os híbridos hexaplóides apresentam elevada produção de sementes grandes e viáveis (HANNA, 1999).Estudos sobre a viabilidade das sementes apontaram elevado potencial da propagação de capim elefante por meio de sementes, obtendo-se até 90% de germinação (XAVIER et al., 1993). Constatou-se também, que as sementes se mantêm viáveis por até dois anos, quando armazenadas em condições ambientais (MOZZER & FREIRE, 1980). Apesar de já existir no mercado brasileiro uma cultivar de capim-elefante hexaplóide (cv. Paraíso), propagada por sementes, a maioria dos agricultores e muitos pesquisadores continuam a disseminar a idéia de que o capim-elefante não produz sementes férteis. Os resultados já alcançados reforçam a possibilidade de multiplicação do capim elefante por meio de sementes, permitindo a exploração dessa espécie em maiores áreas e também estimulando o seu melhoramento. Como a propagação do capim-elefante por meio de sementes tem sido preconizada por muitos (PEREIRA et al., 2001, 2003; Xavier et al., 1993), a porcentagem de germinação das sementes deve ser mais uma característica a ser considerada, juntamente com aquelas relacionadas à quantidade e qualidade da forragem produzida. Somente seguirão para fases posteriores no melhoramento aqueles materiais que apresentarem bom potencial de produção e germinação de sementes, permitindo, em breve, a obtenção de novas cultivares de capim-elefante hexaplóide com boas características forrageiras, propagadas por sementes. As porcentagens de pureza das sementes de capim Paraíso se situam entre 63 a 68 %, e há pouca ou nenhuma variação entre as épocas de colheitas adequadas.

III - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Agricultura. Regras para análise de sementes. Brasilia, SNAD/DNFV/CLV, 1992. 365p.

DIZ, D. A. Breeding produces and seed production management in pearl millet x elephant grass hexaploids hybrids. 1994. 118 f. Tese (PhD) - University of Florida, Gainsville, 1994.

HANNA, W. W. Melhoramento do capim-elefante. In: PASSOS, L. P.; CARVALHO, L. A.; MARTINS, C. E.; PEREIRA, A. V. (Eds.). Biologia e manejo do capim-elefante. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 1999. p. 17-28.

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MOZZER, O. L.; FREIRE, A. B. Curva de longevidade de sementes de capim-elefante (Pennisetum purpureum, Schum). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ZOOTECNIA, 1.; REUNIÃO ANUAL DA SBZ, 17., 1980, Fortaleza. Anais... Fortaleza: SBZ, 1980. p. 468-469.

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PEREIRA, A. V.; MARTINS, C. A.; CARVALHO FILHO, A. B.; CÓSER, A. C.; TELES F. M.; FERREIRA, R. P.; AMORIM, M. E. T.; ROCHA, A. F. Pioneiro: nova cultivar de capim-elefante para pastejo. In: REUNIÃO DA SBZ, 34., 1997, Juiz de Fora. Anais... Juiz de Fora: SBZ, 1997. p. 102-104.

PEREIRA, A. V.; SOUZA SOBRINHO, F.; SOUZA, F. H. D.; LÉDO, F. J. S. Tendências do melhoramento genético e produção de sementes forrageira no Brasil. In: SIMPÓSIO SOBRE ATUALIZAÇÃO EM GENÉTICA E MELHORAMENTO DE PLANTAS, 4., 2003, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2003. p. 36-63.

PEREIRA, A. V.; VALLE, C. B.; FERREIRA, R. P.; MILES, J. W. Melhoramento de forrageiras tropicais. In: NASS, L. L.; VALOIS, C. C.; MELO I. S.; VALADARES-INGRES, M. C. (Eds.). Recursos genéticos e melhoramento de plantas. Rondonópolis: Fundação Mato Grosso, 2001. p. 549-602.

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VILELA, H.; NOGUEIRA, A C.; TSUAKO, A. T. Melhoramento genético do capim elefante híbrido BGL (Pennisetum hybridum) híbrido hexaplóide. In: Zootec. 2004, Brasília-DF. Anais/CD-Rom...,Brasilia: 2004.

XAVIER, D. F.; DAHER, D. F.; BOTREL, M. A.; PEREIRA, J. R. Poder germinativo de sementes de capim-elefante. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 22, n. 4, p. 565 - 571 1993.

 

 
     
 
   
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