Série Leguminosas Tropicais - Gênero LabLab (Lablab purpureus - Lablab)

HERBERT VILELA
Engenheiro Agrônomo e Doutor

1 – INTRODUÇÃO

Lablab purpureus(L) Sweet é uma leguminosa anual ou bianual, originária da África, herbácea, com inflorescência de rácemos axilares pedunculados, flores de cor branca, rosada ou violácea. Desenvolve-se, melhor, em solos bem drenados e férteis. É empregada, com êxito, como adubação verde, para restauração de terras pobres; sendo, também, utilizada como forragem nos meses de inverno. Não tolera o fogo e o frio excessivo.

Pastagem pura de Lablab produziram 9 a 13 kg/vaca/dia. Tem como característica importante a boa produção de forragem durante o outono. Pode transmitir algum sabor ao leite, facilmente eliminado por homogeneização ou pasteurização.

  • Nomes comuns: Rongai dolichos, lab-lab bean (Austrália) poor man's bean, Tonga bean (Inglaterra), lubia (Sudan), batao (Philippines), Lablab (Brasil), frijol jacinto (Colômbia), quiquaqua, caroata chwata (Venezuela), poroto de Egipto (Argentina), dolique lab-lab, dolique d'Egypte (França), fiwi bean (Zambia), chicarros, frijol caballo (Puerto Rico), gallinita (México), frijol de adorno (El Salvador), wal (Índia).

2 – CARACTERÍSTICAS BASICAS

  • Nome científico: Lablab purpureus L.Sweet [Lablab vulgares Savi; L. niger Medik] Vr. Hongay
  • Ciclo vegetativo: anual
  • Altura da planta: crescimento livre até 1,0m
  • Sementes: 3.300 a 4.290/kg
  • Produção de semente: 500 kg/ha
  • Fixação de nitrogênio: 220 kg/ha
  • Forma de crescimento: herbáceo, trepador
  • Formas de uso: fenação, palhadas (milho, sorgo ou milheto)
  • Digestibilidade: satisfatória
  • Palatabilidade: satisfatória
  • Precipitação pluviométrica: 750 a 2.500 mm/ano
  • Temperaturas: máxima 29°C e mínima 3°C
  • Produção da matéria seca: 8 t MS/ha/ano
  • Teor de proteína na matéria seca: 18%, média anual
  • Tolerância a insetos e doenças: tolerante

PLANTAS DE LABLAB

3 – RECOMENDAÇÕES AGRONÔMICAS

  • Fertilidade do solo: acima de média fertilidade com pH 5,0 a 7,5
  • Forma de plantio: sementes
  • Modo de plantio: a lanço
  • Sementes necessárias: 20 kg/ha
  • Dormência das sementes: inexistente
  • Inoculação: inocular com estirpe do grupo cowpea n° CB 756
  • Espaçamento: 0,40 a 0,50 m
  • Profundidade de plantio: 3 a 4 cm
  • Tempo para a utilização: 80 a 90 dias após a germinação
  • Tolerância à seca: alta
  • Tolerância ao frio: baixa
  • Altitude: nível do mar até 2.000 m
  • Consorciação: milho, milheto, sorgo forrageiro
  • Adubação: de acordo com as recomendações técnicas determinadas pela análise de solo
  • Pureza: mínima 95%
  • Germinação: mínima 70%

4 – COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA

Forma do alimento Composição bromatológica,  Digestibilidade e conteúdo em a. acido %
MS PB FB MM EE FDN Ca P
Parte aérea verde 18,4 13,6 31,5 12,5 4,9 37,5 1,61 0,31
Feno -- 16,6 37,1 9,3 2,9 34,1 -- --
Vagem -- 10,1 36,2 6,2 0,8 46,7 0,90 0,12
Semente 92,0 28,0 8,6 4,2 1,2 58,0 0,99 0,36
Semente 89,3 24,2 8,5 4,4 0,8 62,1 -- --

        Conteúdo em aminoácidos em % da PB
Leu Lis Met Fe Tre Tri Tir Val
10,4 6,9 0,9 2,2 4,2 - 1,8 7,4

5 – LITERATURA CONSULTADA

BOGDAN, A. V. Tropical pasture and fodder plants – Grasses and legumes London and New York, 475 p., 1977.

FAO – 2004a http://www.fao.org/ag/AGP/AGPC/doc/Gbase/Latin.htm

FAO – 2004b http://www.fao.org/ag/AGA/AGAP/FRG/afris/es/Data/31.HTM

VALADARES FILHO, SEBASTIÃO DE CAMPOS. Nutrição, Avaliação de Alimentos e Tabelas de Composição de Alimentos para Bovinos. XXXVII Reunião Anual da SBZ, 37, Viçosa, 2000, Anais... Viçosa: 2000. P.

VILELA, H. Escolha de Espécies Forrageiras. Formação de Pastagens. CPT. Viçosa. 98p. 1998.

VILELA, H. Forragicultura. Departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da UFMG. 68p. 1977.

 
     
 
   
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