1. Suplementação e consumo de pastagem
No Brasil Central, ocorre uma queda acentuada na disponibilidade de forragem no período de seca invernal, que se caracteriza por uma produção extremamente baixa, de aproximadamente 10% do total anual, em decorrência da falta de umidade, baixa temperatura, e dias curtos (fotoperíodo), fazendo com que a planta entre em repouso vegetatitvo (Gráfico 2).
Gráfico 2 – Distribuição de chuvas e taxa de acúmulo de forragem, ao longo do ano
Além da menor oferta de alimento no pasto, na época da seca, o animal dispõe de uma forragem com menor teor de proteína e menor digestiblidade, com o avanço da estação seca (Tabela 3). Como conseqüência desse fato, os animais consomem menos matéria seca do que em épocas mais favoráveis, e o que ingerem é de qualidade insatisfatória, resultando invariavelmente em perda de peso e, às vezes, até em morte, devido ao déficit energético, protéico, mineral e vitamínico.
Tabela 3 - Médias dos conteúdos de proteína bruta (PB) e das digestibilidades in vitro da matéria orgânica (DIVMO) de amostras simulando o pastejo animal, durante o período de suplementação.
* Pastagens vedadas: 40% da área em fevereiro e 60% da área em março.
Fonte: Euclides, 2001b.
Como mostrado na Tabela 4, para cinco espécies forrageiras, os consumos das pastagens são maiores nas épocas das águas, e o bovino gasta menos tempo no pastejo. Já na época da seca os consumos são menores e o tempo de pastejo aumenta, acarretando maior tempo para consumir as quantidades satisfatórias de pasto, e maior gasto energético pelo animal.
Tabela 4 - Médias dos consumos voluntários de matéria seca (CVMS) e dos tempos de pastejo (TP) de novilhos pastejando cinco gramíneas, durante os períodos seco e das águas.
* CVMS = kg MS / 100 kg PV
** TP = minutos/dia
Fonte: Euclides et al., 1996.
O suplemento deve ser considerado como um complemento da dieta, e supre os nutrientes deficientes na forragem disponível. Na maioria das situações, a forragem não contém todos os nutrientes essenciais, na quantidade adequada para atender as exigências dos animais em pastejo.
A diminuição no consumo de forragem por animais em pastejo é semelhante a que ocorre com aqueles confinados. Em resposta à suplementação energética, há uma progressiva diminuição no tempo de pastejo e tamanho do bocado. Quando a forragem é abundante e a energia é fornecida, existe aumento total de alimentos, porém, menos que proporcional à quantidade de suplemento ingerido.
Coeficientes de substituição (depressão no consumo de forragem / ingestão de suplemento) para ingredientes energéticos podem variar de 0,25 a 1,67.
QFISSPL - QFICSPL
Efeito substituição = ---------------------------------- x 100
QSF
QFISSPL = quantidade forragem ingerida sem suplemento
QFICSPL = quantidade forragem ingeria com suplemento
QSF = quantidade suplemento fornecido
Hodgson (1990)
O uso de suplementos energéticos até 0,5% do peso vivo não altera o nível de ingestão e digestibilidade da matéria seca ingerida. Entretanto, o tipo de amido afeta este efeito substitutivo, e, de fato, a suplementação com grão de milho acima de 0,25% do peso vivo (p.v.) afetou adversamente a utilização de forragem. Já o efeito do trigo somente ocorreu em níveis acima de 0,34% do p.v.
Gráfico 3 – Médias de consumo de matéria seca total (CMST), matéria seca de forragem (CMSF), digestibilidade aparente da fibra detergente neutro (DFDN) da dieta total, em função dos diferentes tratamentos.
SAL - Sal mineral
MS1 - Milho e farelo de soja 1 kg/cab/dia - MS2- Milho e farelo de soja – 2 kg/cab/dia
TS1 - Farelo trigo e de soja 1 kg/cab/dia - TS2- Farelo trigo e de soja – 2 kg/cab/dia.
Pastagens de Brachiaria decumbens - Animais - Limousin x Nelore – 396 kg peso vivo
Fonte: Detmann et al., 2001.
Como é mostrado no gráfico 3, o consumo de matéria seca da forragem diminui com a inclusão da suplementação com grãos e farelos, afetando também a digestibilidade aparente da fibra em detergente neutro.
A suplementação a pasto tem por objetivos:
- Corrigir a deficiência dos nutrientes da forragem.
- Aumentar a capacidade de suporte das pastagens.
- Fornecer aditivos ou promotores de crescimento.
- Auxiliar no manejo de pastagens.
A necessidade de suplementar os animais e as quantidades são dependentes das metas a serem conseguidas de acordo com o planejamento proposto na propriedade. A suplementação depende da qualidade da pastagem, sua massa disponível e tamanho da área de pastagem. Além disto, de recurso financeiro disponível, dos animais (sexo, idade, raça, estágio fisiológico), da infra-estrutura adequada de cochos e bebedouros, mão-de-obra, entre outros fatores.
2. Suplementação na seca
Durante o período da seca, ocorrem reduções das concentrações de energia, proteína, Fósforo, outros minerais e vitaminas. Durante décadas, foi aceita a hipótese de que o principal nutriente limitante, na época da seca, seria o fósforo. Apesar de que, na década de 40, já existiam evidências da ocorrência de deficiência de proteína no período seco do ano, com as vacas apresentando baixo desenvolvimento corporal e baixíssimos índices de fertilidade. Somente com os trabalhos conduzidos no Reino Unido e na África do Sul, a partir de 1960, criaram-se condições para que fosse aceita a possibilidade de que o limitante nutricional primário, para animais mantidos exclusivamente a pasto, seria o déficit protéico. De grande importância prática foi a demonstração de que a deficiência protéica poderia ser corrigida, tanto com o fornecimento de nitrogênio não protéico, quanto proteína verdadeira (Carvalho et al., 2003).
O fósforo não é o principal nutriente limitante, mas sim a proteína, como era pensado nas décadas passadas. Daí, o nitrogênio não protéico (principalmente a uréia) e os suplementos protéicos melhorarem grandemente o consumo de pasto e induzirem os animais à ingestão de gramíneas pouco apetecidas.
Em uma compilação de trabalhos de pesquisas sobre o uso de NNP (nitrogênio não protéico), realizada por Loosli & McDonald, em 1969, mostra que a deficiência protéica em bovinos a pasto é conhecida desde a década de 40. Entretanto, em pleno século 21, encontramos situações de campo que mostram o atraso tecnológico de certas regiões, que permanecem e contribuem para a diminuição dos índices zootécnicos brasileiros. Esses trabalhos de pesquisas mostravam que a administração de uréia (4%), melaço (12%) e nitrato de sódio (4%), junto a fenos de baixa qualidade, aumentavam a ingestão e diminuíam a perda de peso.
Pesquisas realizadas por Van Nierkerk e Jacobs (1985), na África do Sul, em condições tropicais, avaliaram o efeito de suplementos de proteína, energia e fósforo, isolados e em combinações em dietas de bovinos, usando, como fonte volumosa de baixa proteína, a cana-de-açúcar, simulando a época da seca. A suplementação protéica, em todos os tratamentos, aumentou a ingestão 34,5%, em relação ao grupo controle, e induziu menor perda de peso, em relação aos outros tratamentos. A resposta para a proteína é aumentada quando usada em conjunto com fósforo e energia, mostrando que a deficiência protéica é a mais importante causa de perda de peso em bovinos, mantidos em pastagens de baixa qualidade.
A suplementação protéica com NNP ou proteína verdadeira aumenta a eficiência de utilização de forragens de baixo valor nutritivo. Com forragens pobres em PB e resíduos de cultura (< 7,0% de PB), a principal resposta à suplementação protéica tem sido devido ao atendimento da exigência microbiana ruminal por N, e fornecimento de aminoácidos específicos e/ou energia contida nesse suplemento.
2.1. As misturas múltiplas
Segundo Viana (1977), como no período seco há deficiências de proteína, Fósforo e outros minerais, sem excluir a ocorrência direta ou indireta de déficit energético, seria lógico o emprego do “suplemento múltiplo”, em vez de apenas mistura mineral. Mencionou, como uma das maneiras de suplementação, a “Mistura Farelada de NNP”, composta de 10 a 25% de uréia, 25 a 35% de fubá, 25% de fosfato bicálcico, 20 a 30% de sal e 5 a 15% de melaço. O método permitiria controlar a ingestão de mistura, variando a concentração de sal comum.
As misturas múltiplas têm o objetivo de estimular o consumo de forragem de baixa qualidade e melhorar a sua digestibilidade, e não o de suplementação direta (efeito substitutivo). É importante considerar que o conteúdo de N fermentável, abaixo do ótimo na dieta, pode decrescer a digestibilidade da fibra e também resultar em baixa relação entre aminoácidos/energia nos nutrientes absorvidos. Ademais, aumentando a disponibilidade de N fermentável, eleva-se a digestibilidade e a relação nos produtos absorvidos, devido ao aumento na eficiência da fermentação no rúmen, e ambos os efeitos elevam o consumo de forragem.
Em pesquisa realizada no Brasil, a mistura múltipla permitiu aumentar entre 19 e 29% o consumo de matéria orgânica digestível (CMOD) de feno (7,58% de PB), em comparação com o suplemento mineral.
O consumo varia de acordo com a disponibilidade de matéria seca da pastagem, onde, quanto menor a disponibilidade de massa na pastagem, maior o consumo da mistura, e, quanto maior o ganho preconizado, maior a necessidade de acrescentar farelos na mistura, e consequentemente maior o consumo. Além disto, o uso crescente de sal comum e uréia funcionam como reguladores de consumo das misturas. O consumo pode variar, dependendo da formulação e dos fatores mencionados acima, de 0,05 a 0,5% do peso vivo, pois a partir daí pode-se considerar a suplementação como uma ração concentrada – semiconfinamento -, devido ao alto teor de farelos, e não como uma mistura múltipla.
O consumo das misturas múltiplas também está relacionado com a espécie forrageira, sexo dos animais e grupo genético, como mostra a tabela 5.
Tabela 5 – Médias de mínimos quadrados para consumo médio diário de suplementos (kg/dia), de acordo com os fatores gramínea pastejada, sexo e grupo genético.
| Fator |
Classe |
Consumo |
Gramínea pastejada |
andropogon / jaraguá |
1,990a |
| |
brachiaria sp. |
1,571b |
| |
panicum sp. |
1,188c |
Sexo |
Macho |
1,748a |
| |
Fêmea |
1,418b |
Grupo genético |
Mestiço |
1,736a |
| |
Zebuíno |
1,430b |
Médias na coluna, dentro de fatores, seguidas por letras diferentes, são diferentes (P<0,05).
Fonte: Paulino et al., 2002.
A estratégia de suplementação deve ser dependente do objetivo que se deseja alcançar. Sua escolha deverá ser, também, fundamentada em uma análise econômica. Para a manutenção de peso, durante o período seco, normalmente é indicado o uso de suplemento mineral com uréia e enxofre. Para atender a demanda de N dos microrganismos ruminais, é necessário que um animal adulto consuma cerca 30 g de uréia por dia.
As variações das formulações das misturas múltiplas estão ligadas ao consumo diário e a época do ano, e normalmente, são compostas de:
- 5% a 15% de uréia.
- 15% a 30% de farelo protéico.
- 20% a 40% de grãos ou farelo energético.
- 7% a 30% de sal branco.
- 5% a 15% de suplemento mineral.
Os teores de proteína e de energia dependem do desempenho desejado e do valor nutritivo da forragem disponível. A porcentagem do controlador da ingestão deve ser proporcional à idade dos animais. Bezerros são mais sensíveis ao sal do que os adultos. Para manter o mesmo consumo da mistura por quilo de peso vivo, a porcentagem do sal comum será menor para bezerros, do que para novilhos e adultos.
2.2. Os trabalhos de pesquisas com as misturas múltiplas, na época da seca
Diversos são os trabalhos de pesquisas mostrando a utilização de misturas múltiplas na suplementação de bovinos de corte no Brasil, com consumo variando de 630 a 2.620 gramas/cabeça/dia. Estas misturas possuíam valores de proteína bruta variando de 45 a 30% e resultaram em ganhos médios diários de 132 a 429 gramas/cabeça, durante a época da seca.
Nestes trabalhos, foram utilizados bovinos predominantemente zebuínos com peso entre 250 e 270 kg de PV em pastagens de branquearias (B. decumbens, B. brizantha e B. ruzizinenses) com boa disponibilidade de forragem a qual variou de 1,8 ton de MS/ha até 17,0 ton de MS/ha, sendo, na maioria dos trabalhos, com 5,0 ton de MS/ha (Carvalho et al., 2003).
A quantidade de matéria seca disponível na pastagem é primordial para o sucesso na suplementação com misturas múltiplas. Tem sido sugerida a disponibilidade de pelo menos 2.500 kg de matéria seca total/hectare, no início da estação seca, para obter ganhos de peso satisfatórios.
Este fato pode ser observado no trabalho de Bergamashine et al. (1998) que ao utilizarem misturas múltiplas durante a época da seca na suplementação de bovinos, com menor taxa de lotação (0,5 UA/ha), o ganho de peso foi mais elevado (0,655 kg/cab/dia), quando comparado à maior taxa de lotação (1,2 UA/ha) com ganho de 0,503 kg/cab/dia.
Como mostra a tabela 6, durante a época da seca, o efeito da fonte protéica (soja grão ou caroço de algodão) e da fonte energética (farelo de arroz ou farelo de trigo) não foi significativo para os ganhos de pesos, variando de 500 a 600 g/cabeça/dia com um consumo de 2 kg de suplemento.
Tabela 6 – Consumo de suplemento (CS), ganhos médios diários (GMD) em função dos diferentes tratamentos.
FT – farelo de trigo, FA – farelo de arroz. Suplemento com 20% PB.
a – efeitos referentes à fonte protéica e energética e sua interação não significativos ( P>0,10).
Animais Holandês x Zebu. Pastagens de Brachiaria brizantha – 14 ton MS/ha.
Fonte: Moraes et al., 2002.
3. Suplementação na época das águas
As flutuações no valor nutritivo das pastagens também ocorrem na época das chuvas, e são capazes de influenciar a produção animal. A suplementação passa a ter níveis nutricionais diferentes, principalmente com menor teor de uréia, devido à mudança sazonal das forrageiras na época das águas em relação à época da seca, com maiores teores de energia, proteína, minerais, vitaminas e digestibilidade. Entretanto, à medida que a estação das chuvas vai avançando, principalmente no seu terço final, o teor de proteína bruta das pastagens vai decrescendo, justificando, assim, a inclusão da uréia em pequenas proporções neste tipo de mistura (Lopes et al., 1998; Tomich et al., 2002).
O consumo de energia e proteína do bovino deve ser balanceado, para otimizar a fermentação e maximizar a produção de proteína microbiana. Consumo excessivo de proteína, sem quantidade adequada de energia, resulta em perda de Nitrogênio na urina. Perdas de proteína podem ocorrer com gramíneas e leguminosas, quando a quantidade de proteína excede a 210 gramas de PB/ kg de matéria orgânica digestível. Gramíneas tropicais com degradabilidade entre 55 e 65% dificilmente ultrapassarão este limite crítico, com exceção de pastagens adubadas com Nitrogênio (Poppi e McLennan, 1995).
Nas pastagens bem manejadas, durante a época das águas, nas suas capacidades de suporte, as gramíneas tropicais são capazes de promover ganhos de peso entre 600 e 800 g/dia. Por outro lado, ganhos acima de 1.000 g/cabeça/dia podem ser obtidos quando as pastagens são utilizadas com baixa pressão de pastejo, onde o bovino seleciona uma dieta de melhor valor nutritivo (Euclides, 2001).
Mesmo no início do período das águas, as pastagens de B. decumbens e B. brizantha, sob pastejo contínuo, apresentam conteúdos de PB inferiores ao necessário para produção máxima que, segundo Ulyatt (1973), é de 12% para todos os propósitos em um rebanho de bovino de corte.
Durante esse período, também são encontradas deficiências de macro e micronutrientes nas forrageiras. Assim, a utilização de uma mistura mineral múltipla irá corrigir essas deficiências.
Animais freqüentemente respondem à proteína extra, durante a estação de águas, um período em que a qualidade da pastagem, em termos de digestibilidade e conteúdo de proteína, é alta, ensejando ganhos adicionais diários de 200-300 g/animal (Paulino et al., 2002).
3.1. Os trabalhos de pesquisas com as misturas múltiplas na época das águas
Os trabalhos de pesquisas mostram ganhos de pesos médios diários de bovinos, na fase de recria, variando de 0,543 a 1,380 kg /cabeça/dia, com suplementos com teores de proteína bruta variando de 50 a 18% e consumo de 0,2 a 0,5% do peso vivo. Foram utilizados, na maioria dos trabalhos, animais zebuínos com peso vivo entre 180 e 270 kg em pastagens de braquiárias (B. Brizantha e B. decumbens) com disponibilidades de 2,6 a 14,0 ton de MS/ ha (Carvalho et al., 2003).
Em trabalhos realizados com animais em engorda, mostraram ganhos médios diários de 0,6 a 1,24 kg /cabeça/dia recebendo suplementos com níveis de proteína bruta de 48 a 14,5% e consumo de 0,06 a 1,2 % do peso vivo. Foram utilizados animais nelores, não castrados, com peso vivo entre 335 a 370 kg de peso vivo em pastagens de braquiárias, panicuns, capim gordura e andropogon com taxas de lotação variando de 1,0 a 6,0 UA/ha (Carvalho et al., 2003).
3.2. Suplementação de bezerros
Após o primeiro mês de lactação a quantidade ingerida de leite pelos bezerros não supri a quantidade de nutrientes necessarios para o seu crescimento ideal, sendo assim esta deficiencia devera ser atendida pela suplementacao de racao concentrada e pastagens de boa qualidade (Robison et al., 1978, citado por Silva, 2000). Considerando que o leite possui 0,75 Mcal/kg, para suprir o requisito do bezerro no primeiro e segundo meses de vida seriam necessários em torno de 4,4 e 6,8 kg de leite por dia, respectivamente. Para vacas zebus seria difícil suprir totalmente com o leite o requisito de energia digestível necessário do segundo mês de vida em diante (Silva, 2000). Uma das estrategias adotas para suprir esta deficiencia é o creep-feending.
O creep-feeding e a utilização de um cocho privativo, ao qual só o bezerro tem acesso. Estando o bezerro ainda mamando recebe um reforço alimentar com uma ração concentrada balanceada. Os fatores que afetam as respostas do uso do creep-feendig são a quantidade e qualidade do pasto, a produção de leite das mães, o potencial genetico de crescimento, idade e sexo dos bezerros a desmama, tempo de administração, o consumo e tipo de suplemento. O aumento pode variar de 8 a 42 kg por bezerro, como mostram os trabalhos da Tabela 7. O uso do creep-feeding dependerá do custo da suplementação e do sistema de produção.
Tabela 7 – Efeito do creep-feeding no desempenho de bezerros
| |
Peso à desmama (kg) |
Fonte |
Raça |
Consumo kg/dia |
Suplemento |
Creep |
Sem |
Pacola et al. (1977) |
Guzerá |
1,157 |
14% PB, 80% NDT |
171,6 |
144,8 |
Cunha et al. (1983) |
Sta. Gertrudis |
1,3 |
17% PB, 82% NDT |
180 |
139,5 |
Pacola et al. (1989) |
Nelore |
0,328 |
15% PB, 80% NDT |
193,8 |
180,8 |
Nogueira (2001) |
Nelore |
0,61 |
20% PB, 75% NDT |
163,80 |
155,1 |
Sampaio et al. (2001) |
Canchim |
0,595 |
16% PB |
216 |
207,9 |
Siqueira at al. (2001) |
Nelore-Limousin, Nelore-BelgianBlue |
0,718 |
16%PB |
174 |
148,9 |
Benedetti et al. (2002) |
Simental x Nelore, Angus Nelore |
1,4 |
19% PB, 75% NDT |
256,73 |
224,40 |
Fonte: Adaptado de Carvalho et al., (2003)
Continua... |